A ditadura acabada, de Elio Gaspari, chega às livrarias

Tida como a mais aclamada obra sobre o regime militar no Brasil chega à conclusão com o livro A ditadura acabada, já à venda nas livrarias. No quinto volume da Coleção Ditadura, o jornalista Elio Gaspari (foto) examina com riqueza de detalhes o período de 1978 a 1985, desde o final do governo do presidente Ernesto Geisel e a posse de seu sucessor, o general João Baptista Figueiredo, até a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral. São os anos da abertura política, momento decisivo na história de nosso país e repleto de acontecimentos, como o fim do AI-5, as manifestações políticas pela anistia e pela volta das eleições diretas para a presidência, os atentados promovidos por aqueles que se opunham à redemocratização, como o episódio da bomba no Riocentro em 1981, e uma crise econômica sem precedentes.

Com uma narrativa fluida e pesquisa profunda, Gaspari compõe um painel fascinante de um país em plena ebulição, em que muitos dos protagonistas se mantêm como parte do noticiário atual. No epílogo, denominado “500 vidas”, o autor acompanha o destino de quinhentos personagens que sobreviveram ao fim da ditadura, entre militares e militantes, empresários e sindicalistas, torturados e torturadores. Alguns desses sobreviventes chegaram à presidência da República, como a presa política Dilma Rousseff, o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva e o professor Fernando Henrique Cardoso. É uma conclusão impactante para uma obra fundamental sobre a história recente do Brasil.

A ditadura acabada está disponível em versão impressa (Editora Intrínseca: R$ 59,90, capa flexível, 448 páginas, formato 16 cm x 23 cm) e duas versões de e-book, uma delas com áudios e vídeos acrescentados pelo autor, ambas contendo mais de trinta documentos históricos.

Elio Gaspari é jornalista, foi auxiliar do colunista social Ibrahim Sued e passou por veículos de comunicação social, como o Diário de São Paulo, revista Veja e Jornal do Brasil. Entre 2002 e 2004 lançou quatro livros sobre a ditadura brasileira. Dividida em duas partes, As Ilusões Armadas e O Sacerdote e o Feiticeiro, a série foi escrita a partir de entrevistas com dezenas de personagens da época e de pesquisas em documentos inéditos. Trabalha como colunista da Folha de S. Paulo e O Globo, e seus artigos são distribuídos para diversos jornais do país, inclusive para a Gazeta do Povo, de Curitiba.

 

 

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