Reforma agrária irregular sem punição

Parece piada. Depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a paralisação do Programa Nacional de Reforma Agrária, em virtude de auditoria que identificou 578 mil beneficiários irregulares, entre os cerca de 1,5 milhão de cadastros existentes no Incra, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias (PT), disse que o Incra trabalha em cooperação com o TCU para corrigir as irregularidades. Os Segundo o jornal Folha de S. Paulo, de quarta-feira (6/4/2016,), entre as irregularidades estão a concessão de lotes para 1.017 políticos, 4.293 pessoas de alto poder aquisitivo, 37 mil pessoas falecidas, 61 mil empresários e milhares de beneficiários que possuem cargos públicos, o que é proibido por lei.

O estranho é que o governo federal, particularmente o ministro Ananias e o Palácio do Planalto, nada falou sobre a necessária punição aos responsáveis pelos desvios. Devem ser punidos os funcionários do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário que permitiram a ocorrência das irregularidades, bem como os numerosos beneficiários. Dizer que o Incra trabalha para corrigir as irregularidades é muito pouco, é fugir do problema, é ir empurrando com a barriga a triste e lamentável situação.

 

 

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