A falta que faz um moderador

É grave a crise político-institucional brasileira. E o pior é que até agora não apareceu nenhum moderador, ninguém para reunir, em torno de uma mesa, todos os lados envolvidos – governo e oposição – em busca de uma solução para que a vida volte à normalidade. O governo deixou de governar há pelo menos 15 meses e o resultado é o desastre econômico, com inflação em alta, desemprego crescente, pequena atividade industrial, queda na arrecadação tributária. O governo, no Palácio do Planalto, não faz outra coisa senão emitir notas oficiais para repudiar medidas judiciais, explicar ações equivocadas ou para apoiar amigos e militantes do Partido dos Trabalhadores, como os integrantes dos movimentos sociais.

A oposição, por seu turno, encontra-se dividida entre parlamentares e a população que ocupa as ruas com protestos cada vez maiores. No Congresso, a oposição é tímida, mas está concentrada em torno do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef. Nas ruas, a população elegeu como herói nacional o juiz federal Sérgio Moro, que está conduzindo os processos da Operação Lava Jato.  O que mostra que algo está errado. A oposição quer a saída da presidente Dilma, seja pela renúncia, pelo impeachment ou pela cassação do mandato. Ela, sem dúvida, é fraca e a recente nomeação do ex-presidente Lula da Silva para a chefia da Casa Civil é sinal evidente de que se esgotou a capacidade de governar de Dilma.

Os ânimos estão acirrados  e quem está perdendo com tudo isso é o Brasil. É preciso que alguém, acima das paixões políticas, conclame governo e oposição (esta no sentido amplo) a buscar um entendimento. Alguém precisa conduzir negociações para que a confiança no governo seja restabelecida, para que a máquina da economia volte a funcionar, para que as questões sociais sejam resolvidas, para que a paz volte às ruas.

Dos editores.

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