Leite, o jovem candidato

Por Walter Schmidt –  O advogado Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, vive um dilema: ou concorre à reeleição ou se lança pré-candidato à Presidência da República. A segunda opção parece a mais certa, haja vista o embate que travou dias atrás com o governador de São Paulo, João Doria, sobre o PSDB, partido ao qual os dois pertencem, mas com visões diferentes quanto a 2022.

Doria quer ser o dono nacional da sigla para comandar, a partir de maio, o processo eleitoral para o ano que vem. Leite reage à ideia, talvez por pretender a vaga de candidato. De acordo com ele, “o Brasil não se resume a São Paulo”

Com 35 anos de idade, Leite está na política desde os 19, quando estreou como vereador de Pelotas. Aos 27, virou prefeito; aos 33, governador. Mas antes, em 2017, morou cinco meses nos Estados Unidos para estudar gestão pública na Universidade de Colúmbia. No mesmo ano, já de volta ao Brasil, foi eleito presidente dos tucanos gaúchos.

Como a reeleição não faz parte do seu ideário político, é muito provável que tente disputar a convenção nacional do PSDB para ser candidato a presidente do Brasil. Em maio de 2016, quando cerca de 60% dos eleitores o aprovavam e ele liderava as pesquisas de intenção de voto para prefeito de Pelotas, ele anunciou que não disputaria a reeleição. “A reeleição foi mal assimilada no Brasil. Se sou contra, não posso me beneficiar dela”, disse na época.

Com bom trânsito entre governadores e com bom nome entre os deputados federais tucanos, Leite tem tudo para se firmar como postulante.”Todos nós que estamos na política temos a intenção de ocupar espaços. Evidentemente, a presidência da República é uma aspiração política. Mas ela é muito mais destino do que resultado de uma aspiração pessoal”, disse na semana passada.

Agora, é esperar para ver.

 

(Transcrito do Diário Indústria & Comércio, de Curitiba, de 17.2.2021).

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