De tirar o chapéu

Por Walter Schmidt – Na Última Hora, que circulou em Curitiba na primeira metade da década de 1960, a seção “Fala o Povo” era campeã de leitura. Publicava cartas dos leitores com queixas e reclamações, elogios e críticas. Dentro da coluna, às vezes, aparecia um texto sobre uma pessoa que se destacava por um trabalho ou ação em favor da comunidade. O pequeno texto, ao lado de um desenho do chargista Otávio (1930-1995), tinha sempre o mesmo título: “Tiremos o chapéu”.

Se o jornal ainda existisse e a seção também, com certeza um político paranaense já teria sido contemplado diante do trabalho que faz nesses tempos de pandemia.

Trata-se do secretário da Saúde, Beto Preto, médico e ex-prefeito de Apucarana, que conquistou o Paraná pelo seu jeito de trabalhar e de se comunicar com a população. Desafiado pelo novo coronavírus, foi à luta. Didático, não perde oportunidades para alertar a população sobre os perigos do mal. Desdobra-se para passar informações corretas. Sabe que uma das poucas armas disponíveis para enfrentar a pandemia é a comunicação social. Por isso, interage com os comunicadores e jornalistas para tranquilizar a população. Está sempre à disposição de quem o procura para entrevistas.

Beto Preto, ele próprio hospitalizado por causa da covid-19, desde o início da pandemia defende a higiene, o uso de máscara, e a adoção do isolamento social e do distanciamento. Trabalhou pelo toque de recolher, das 23 às 5 horas. É um batalhador pela causa da saúde pública.

Tiremos, portanto, o chapéu a Beto Preto.

 

(Transcrito do Diário Indústria & Comércio, de Curitiba, 12,2.2021)

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