Tempo de TV, rádio e inserções

 

24/8/2018 – O Tribunal Superior Eleitoral ( TSE) apresentou em Brasília  a divisão do tempo de TV e de rádio e das inserções diárias de propaganda eleitoral dos candidatos, o que ainda pode ser alvo de questionamentos pelos candidatos, partidos e coligações, e só passa a vigorar em definitivo quando for aprovado o Plano de Mídia da Eleições 2018 pelo plenário do TSE. A votação está marcada para terça-feira. Eis a ordem de aparição dos candidatos no primeiro dia de veiculação do horário eleitoral, o tempo em cada bloco e o total de inserções ao longo dos 35 dias de campanha em rádio e TV:

1- Marina Silva, coligação Unidos para Transformar o Brasil (Rede e PV): 21 segundos no horário eleitoral e 29 inserções;

2- Cabo Daciolo (Patriota): oito segundos no horário eleitoral e 11 inserções;

3- Eymael (Democracia Cristã): oito segundos no horário eleitoral e 12 inserções;

4- Henrique Meirelles, coligação Essa é a Solução (MDB e PHS): um minuto e 55 segundos no horário eleitoral e 151 inserções;

5- Ciro Gomes, coligação Brasil Soberano (PDT e Avante): 38 segundos no horário eleitoral e 51 inserções;

6- Guilherme Boulos, coligação Vamos sem Medo de Mudar o Brasil (PSOL e PCB): 13 segundos e 17 inserções;

7- Geraldo Alckmin, coligação Para Unir o Brasil (PRB, PP, PTB, PR, PPS, DEM, PSDB, PSD e Solidariedade): cinco minutos e 32 segundos no horário eleitoral e 434 inserções;

8- Vera Lúcia (PSTU): Cinco segundos no horário eleitoral e sete inserções;

9- Lula, coligação O Povo Feliz De Novo (PT, PCdoB e Pros): dois minutos e 23 segundos no horário eleitoral e 189 inserções;

10- João Amoêdo (Partido Novo): Cinco segundos e oito inserções diárias;

11- Álvaro Dias, coligação Mudança de Verdade (Pode, PSC, PTC e PRP): 40 segundos no horário eleitoral e 53 inserções;

12- Jair Bolsonaro, coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL e PRTB): oito segundos no horário eleitoral e 11 inserções e

13- João Goulart Filho (PPL): cinco segundos no horário eleitoral e sete inserções.

Ausência

Assessores do candidato à Presidência da Repúbica Jair Bolsonaro (PSL) garante que ele não comparecerá mais aos debates e que exceções podem ocorrer, a depender do caso. As explicações para a decisão são de que o tempo dele é muito escasso e que a equipe de campanha é muito pequena. Em junho depois de críticas por dizer que não compareceria a debates, Bolsonaro gravou um vídeo afirmando que compareceria a todos.

Largada e sequência

A propaganda eleitoral em rádio e TV dos candidatos à Presidência da República começará no dia 1 de setembro com o programa Marina Silva (Rede).Em seguida serão veiculados os programas de Cabo Daciolo (Patriota), Eymael (Democracia Cristã), Henrique Meirelles (MDB), Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Geraldo Alckmin (PSDB), Vera Lúcia (PSTU), Lula (PT), João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Podemos), Jair Bolsonaro (PSL) e, por último, João Goulart Filho (PPL). A propaganda eleitoral começa no dia 31 de agosto, mas os programas dos presidenciáveis serão transmitidos às terças, quintas e sábados.

Sete dias

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso na Operação Lava Jato, se manifeste sobre as 16 contestações ao registro de candidatura do petista dentro do prazo de sete dias – a contar a partir de hoje. A decisão respeita o rito de tramitação do processo, relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso. Com isso, o registro da candidatura do petista deve ser discutido pelo plenário do TSE no início de setembro.

Entre aspas

“Quem é réu pode ser eleito e tomar posse? O presidente da República, quando recebida denúncia pelo Supremo ou impedimento na Câmara, é afastado. Agora ele é réu”. De Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal ao comentar o fato de Jair Bolsonaro (PSL) ser réu em duas ações no Supremo.

Pergunta do dia

A tão propalada reforma política, que todos os presidenciáveis anunciam em seus programas de governo, vai acabar com a divisão do tempo de TV e de rádio da propaganda eleitoral? O sistema atualmente em vigor não é nada democrática e apenas privilegia quem tem bancada maior na Câmara dos Deputados. Isonomia em primeiro lugar!

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