Jornalista curitibano lança livro sobre o editor Roberto Civita

Livro Roberto CivitaO jornalista curitibano Carlos Maranhão lança hoje (20/10/2016) o livro “Roberto Civita: O Dono da Banca – A Vida e as Ideias do Editor da Veja e da Abril” ( Cia das Letras, 568 páginas, R$ 69,90) às 19h30, na Livrarias Curitiba do ParkShopping Barigui A entrada é franca e haverá sessão de autógrafos na obra.

O conteúdo da biografia apurada mostra os erros, os acertos e as controvérsias de Roberto Civita (1936-2013), o homem que mudou o jornalismo brasileiro à frente da Editora Abril. No auge de seu império editorial, a Abril teve 10 mil funcionários e mais de trezentos títulos. Workaholic, curioso, grande formador de talentos, homem de convicções fortes, mas avesso a confrontos, Civita redefiniu o jornalismo no Brasil ao criar publicações como Veja e Realidade e por influenciar os rumos do país e da sociedade por meio desses veículos.

Das origens familiares na burguesia italiana à crise da mídia impressa no início do século XXI, Carlos Maranhão reconstitui com elegância, isenção e rigor na apuração, os acertos e os fracassos dessa figura tão fundamental quanto polêmica na história da mídia brasileira.

Bastidores – Aos 76 anos, o editor e empresário Roberto Civita estava se apagando lentamente. Como lhe afirmou a filha naquela visão de despedida, ele realizara seus sonhos no trabalho e na vida pessoal. Ao menos a grande maioria deles.

Ajudara Victor Civita, o seu Victor, do qual era o primogênito e seria o sucessor, a transformar a Abril na maior e mais importante editora de revistas da América Latina.

Desde a morte do pai, em 1990, havia se tornado o número um da empresa, acertando, errando, surpreendendo, desafiando, contemporizando, atraindo admiradores, desafetos, gente leal, oportunistas. E perguntando, perguntando sem parar, em busca de explicações para suas dúvidas e angústias, com uma curiosidade infindável a respeito de qualquer assunto.

Mais do que os três filhos, os seis netos, as três esposas, as namoradas e as amantes ou os demais 51 títulos publicados regularmente pela editora por ocasião de sua saída de cena, sem contar dezenas que ficaram pelo caminho, a entrada no universo digital, os investimentos na área da educação. Tudo está no livro.

Junto isso, também a descoberta e a formação de talentos, sem falar das incursões no mundo da televisão que por um triz não o levaram a quebrar — sim, mais do que tudo isso foi a Veja, durante 45 anos e 2323 edições, a suprema paixão e sua razão de ser.

Carlos Maranhão trabalhou mais de 40 anos na Editora Abril como repórter, editor, diretor de redação e diretor editorial. Passou pelas redações de Veja, Placar, Playboy, entre outras. Nascido em Curitiba, vive em São Paulo desde 1972. Trabalhou como repórter no extinto jornal O Estado do Paraná.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *